Colegas abrem portas para Rubens Barrichello

17 de novembro de 2008 por Redação  
Arquivado em Formula 1


Apesar de viver um momento de indefinição na carreira após 16 anos competindo na Fórmula 1, o brasileiro Rubens Barrichello segue com prestígio entre os pilotos e poderia traçar seu futuro nas pistas de outras categorias na próxima temporada, de acordo com os convites feitos por seus colegas de profissão.

Com dois vice-campeonatos mundiais no currículo e detentor do recorde de Grande Prêmios disputados (270), o competidor da Honda ainda não definiu a permanência na principal categoria do automobilismo mundial depois de obter fraco desempenho na temporada, terminando o ano com apenas 11 pontos, na 14ª posição.

Amigo e parceiro de Barrichello nas pistas de kart, o piloto Toni Kanaan, campeão da Fórmula Indy em 2004, não poupa elogios ao falar do companheiro. “O Rubens é extremamente capaz, é um dos melhores que eu já vi guiar. Não falo isso porque sou amigo, falo porque guio com ele o mesmo kart e algumas outras coisas. Quem entende de corrida, sabe”, disse.

Atual terceiro colocado na Indy, Kanaan saiu em defesa do amigo, ao apontar as deficiências de seu carro neste ano e não escondeu a vontade de levar Barrichello para a categoria no ano que vem, caso o piloto da Honda não consiga um novo contrato na Fórmula 1. “O Rubens quer continuar na F-1, mas se surgisse a chance de ele correr na Fórmula Indy comigo, seria um prazer imenso. Mas acho que essa é uma possibilidade distante”, afirmou.

“Eu gostaria muito de ter o Rubens como companheiro de equipe, isso nunca foi segredo para ninguém. Seria bom para a categoria e elevaria o nível, pois com certeza o Rubens é um piloto super capaz, experiente e andaria na frente”, completou o piloto.

Além da Fórmula Indy, a Stock Car também surge como uma outra alternativa para manter Barrichello em atividade, além de segurar o piloto no Brasil depois de anos vivendo no exterior. Alguns pilotos da principal categoria nacional aprovam a mudança e acreditam que seria bom para todos, como é o caso de Luciano Burti.

“Com certeza seria bom. É um dos melhores pilotos do Brasil e atrairia muita força para a imagem da categoria e para todo mundo ver que é um dos melhores pilotos do mundo. Sem contar que todo mundo ia ver que a Stock tem um nível muito alto de pilotos. Isso ajudaria a categoria a impôr mais respeito, principalmente fora do Brasil. Seria bom para a gente e para ele”, disse.

Outro competidor que torce para ver Barrichello na Stock é o veterano Ingo Hoffmann, dono de 12 títulos na categoria e que faz a sua temporada de despedida. “Sem sombra de dúvidas seria bom. Ele foi duas vezes vice-campeão do mundo e é o recordista de participações na Fórmula 1. Sem dúvida, seria muito bom para a categoria, indiscutivelmente”, disse o piloto, que recebeu homenagem de Barrichello na última etapa do ano, em Interlagos.

Dividido entre a Stock e a Superleague durante o segundo semestre, Antonio Pizzonia também acredita que Barrichello ainda não encerrou a sua trajetória no automobilismo, mesmo que se afaste da Fórmula 1. “Com a experiência e nome que ele tem, em qualquer categoria será bem vindo. Mas se ele não conseguir continuar no próximo ano na Fórmula 1, acho difícil entrar em outra categoria já em 2009″, disse o piloto, que teve uma rápida passagem pela Fórmula 1.

O próprio Barrichello também manifestou o interesse de voltar todos os seus esforços para o último contrato na categoria. Depois de ver o escocês David Coulthard se aposentar em São Paulo, o brasileiro acredita que ainda tem condições de correr e já afirmou que em 2009 só estará nas pistas se for na Fórmula 1.

“Como tudo na vida, as coisas vão se renovando. A turma antiga vai parando e os novos assumem. Mas nós ainda vamos ver o Rubinho correndo em outras categorias internacionais, mesmo não sendo a Fórmula 1. Pelo que vi na internet, em comentários, declarações, entrevistas e fofocas, esse pode ser um caminho”, disse Hoffmann, 55 anos.

Parceiro de Barrichello na conquista das 500 Milhas da Granja Viana neste final de semana, em São Paulo, Kanaan confirma que está na torcida pelo companheiro à espera de um bom contrato na Fórmula 1 e adianta que o amigo ainda não deve deixar as pistas de forma definitiva.

“Espero que ele consiga correr mais um ano na Fórmula 1. O Rubens não está preparado e não merece se aposentar agora. Com certeza acho que ele não vai parar de correr depois de se aposentar na Fórmula 1, ele vai correr de alguma coisa. Ele é jovem e não vejo ele parado”.

No entanto, na opinião de Burti, Barrichello deveria ficar um ano parado, sem participar de competições oficiais, antes de decidir pela mudança de categoria. Para o piloto da Stock e comentarista de TV, o companheiro deve se acostumar com as alterações antes de conviver com a pressão por resultados.

“Talvez ele precise de mais um ano longe das pistas para colocar a vida dele no lugar, na volta ao Brasil. Muita gente acabaria cobrando ele por vitórias e talvez ele ainda esteja em adaptação e sofra com isso. Ele tem que chegar quando estiver pronto para se divertir com a gente aqui no Brasil”, finalizou.

FONTE: PORTAL TERRA

“Infelizmente não foi suficiente”, diz Massa

2 de novembro de 2008 por Redação  
Arquivado em Formula 1


Vencedor do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, o brasileiro Felipe Massa lamentou sua derrota por um

Massa não segurou o choro após ver confirmada a perda do título

Massa não segurou o choro após ver confirmada a perda do título

ponto para seu rival Lewis Hamilton no Mundial de Pilotos de 2008 e disse que os esforços “não foram suficientes” para garantir a quebra do jejum de 17 anos sem um título brasileiro na categoria.

“Infelizmente não foi suficiente. Fizemos um bom campeonato, tivemos altos e baixos. Acho que pagamos por alguns erros, mas competir é assim”, afirmou, em entrevista após a prova em Interlagos.

Liderando a disputa na maior parte do tempo, Massa não contava com a sorte do inglês Lewis Hamilton, que conseguiu uma ultrapassagem em cima de Timo Glock na última volta da corrida e ficou com a quinta colocação, o que lhe garantiu o título de campeão mundial por um ponto de diferença sobre o brasileiro da Ferrari.

“Hoje foi um dia muito atípico para mim, foi praticamente tudo perfeito, mas ali no final Lewis passou o Glock e foi um misto de emoções. Por um ponto não conseguimos, mas isto faz parte da corrida. Precisamos estar sempre orgulhosos”, lamentou o brasileiro.

“Acho que a corrida foi perfeita, fizemos tudo de forma fantástica. Estou muito orgulhoso pela equipe, pelas pessoas com quem trabalho e que me apóiam. Foi mais do que eu esperava”, afirmou.

Visivelmente emocionado, Massa afirmou que sabe lidar com a derrota e que tirará uma lição deste episódio.

“Eu sei como perder e como ganhar. É mais um dia em que tiro uma lição importante. Faz parte da vida”, finalizou.