História

26 de outubro de 2008 por Redação  
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A história da Capitania do Rio Grande do Norte teve início a partir de 1535 com a chegada de uma frota comandada por Aires da Cunha, a serviço do donatário João de Barros e do Rei de Portugal, e que tinha o objetivo de colonizar as terras da região. A tentativa de colonização, porém, era impedida pela forte resistência dos índios Potiguares e de piratas franceses traficantes de pau-brasil. Estava iniciada a trajetória histórica da área situada na esquina da América do Sul.

Foz do Rio Potenji

Foz do Rio Potenji

No dia 25 de dezembro de 1597, sessenta e dois anos após a frustrada tentativa de Aires da Cunha, uma esquadra comandada pelo Almirante Antônio da Costa Valente e integrada por Francisco de Barros Rego, Manuel Mascarenhas Homem, Jerônimo de Albuquerque e Santiago (O Grande), entrava na barra do Rio Potenji. A primeira providência adotada pelos expedicionários foi tomar precauções contra os ataques indígenas e dos corsários franceses. Doze dias depois da chegada, no dia 6 de janeiro de 1598, começaram a construção de um forte sobre os arrecifes situados nas redondezas da chamada Boca da Barra. A edificação foi chamada de Fortaleza da Barra do Rio Grande (conhecida popularmente como Forte dos Reis Magos ou Fortaleza dos Reis Magos), por ter sido iniciada no dia consagrado aos Santos Reis.

Forte dos Reis Magos

Forte dos Reis Magos

O forte foi concluído no dia 24 de junho do mesmo ano e, nas circunvizinhanças, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de “Cidade dos Reis”. Tempos depois, o povoado mudou de nome passando a se chamar “Cidade do Natal”. Para alguns escritores, o nome Natal é explicado em duas versões: a primeira refere-se ao dia em que a esquadra penetrou na barra do Potenji; a segunda tem ligação direta com a data da demarcação do sítio primitivo da cidade, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.

Com a presença holandesa na região, a vida da cidade começou a evoluir. Durante o domínio holandês, a fortaleza que antes era de taipa passou a ser de alvenaria e a se chamar Forte de Kenlen. Natal, então, virou Nova Amsterdã no período de 1633 a 1654.

Casarão de Luís da Câmara Cascudo

Casarão de Luís da Câmara Cascudo

Seu crescimento foi acentuadamente lento nos primeiros séculos de sua existência. Segundo o historiador Câmara Cascudo, em 31 de dezembro de 1805 Natal tinha apenas 6.393 habitantes. Porém, no último ano do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16.000 pessoas. Começou a se desenvolver em ritmo mais acelerado, porém, somente a partir de 1922. As primeiras atividades urbanas tiveram início no bairro da Ribeira, situado na parte baixa da cidade, próximo à foz do Rio Potenji. Posteriormente, expandia-se em direção ao Centro, atual bairro da Cidade Alta. Na década de quarenta, a deficiente estrutura física da cidade provocou o adensamento das áreas urbanizadas, sobrecarregando-as de novos logradouros, notadamente no bairro do Alecrim.

Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal

Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal

Pela sua privilegiada posição geográfica, localizada no litoral nordestino, na chamada esquina do continente ou esquina do atlântico, foi favorecida pelo advento da Segunda Guerra Mundial. A cidade cresceu e evoluiu com a presença de contingentes militares brasileiros e aliados (particularmente norte-americanos), consumando-se o seu progresso com a construção das bases aérea e naval, local de onde as tropas partiam para o patrulhamento e para a batalha na defesa do Atlântico Sul, e na realização das campanhas militares no norte da África; fatos esses que lhe valeram para a região o apelido de “Trampolim da Vitória”.

Teatro Alberto Maranhão

Teatro Alberto Maranhão

Depois disso a cidade não parou de crescer e, no ano 1999, aniversário de 400 anos da cidade, Natal já estava com 700 mil habitantes. Hoje em dia a cidade transita por um processo para, talvez, tornar-se a próxima metrópole brasileira. Das capitais do Nordeste é a cidade em que residem mais estrangeiros e, no Brasil, perde apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú (Santa Catarina), com predomínio dos italianos, portugueses, espanhóis e chilenos, sendo também muito procurada por estudantes africanos (geralmente de Angola, Guiné-Bissau ou Moçambique) e originários de países europeus (principalmente dos países escandinavos, especialmente da Islândia, Suécia e Noruega) para intercâmbio cultural. Atualmente é uma cidade moderna, que apresenta os melhores índices socioeconômicos do Nordeste, uma das menores desigualdades sociais do país e uma economia moderna e dinâmica. Devido a todos esses fatores, seus habitantes usufruem de uma ótima qualidade de vida em uma das capitais que mais se desenvolve hoje no Brasil.

Natal - Rio Grande do Norte

26 de outubro de 2008 por Redação  
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Natal é um município brasileiro, capital do estado do Rio Grande do Norte, pertencente à Região Metropolitana de Natal, à microrregião de Natal e à mesorregião do Leste Potiguar. É conhecida como a “Cidade do Sol” por ser uma das localidades com o maior número de dias de sol no Brasil, chegando a aproximadamente trezentos. Também é chamada de “Cidade Presépio” ou “Cidade dos Reis”, por causa de seu principal ícone, o Forte dos Reis Magos. Também a chamam de “Capital Espacial do Brasil” devido às operações da primeira base de foguetes da América do Sul, a Barreira do Inferno, em Parnamirim.

O nome do município vem do latim natale e, segundo escritores, seu nome pode ser explicado por duas versões: a primeira refere-se ao dia em que a esquadra penetrou na barra do Rio Potenji; a segunda tem ligação direta com a data da demarcação do sítio primitivo da cidade, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599 (Dia de Natal). É dotada de muitas belezas naturais e muitas praias atraindo por volta de dois milhões de turistas ao ano (o que a torna a quinta cidade brasileira mais visitada pelos turistas e a cidade mais visitada por portugueses), que procuram, por exemplo, as praias de Ponta Negra e Genipabu, o Natal em Natal, além do Carnatal, que é a maior micareta (bloco de rua) do Brasil. A cidade também foi eleita pela Aviesp (Associação das Agências de Viagens Independentes do Estado de São Paulo) como melhor destino turistico do Brasil em 2007.

É a cidade mais populosa do Rio Grande do Norte; de acordo com o contagem realizada pelo IBGE no ano de 2008, detinha uma população estimada de 798.065 habitantes. Segundo o IPEA, Natal é um dos 15 municípios menos violentos do Brasil e a capital mais segura do Brasil. Além disso, a cidade é o quarto maior IDH entre os municípios da Região Nordeste e o Rio Grande do Norte possui o melhor IDH da Região Nordeste. Situa-se numa espécie de triângulo natural com um vértice para o norte, que é banhado de um lado pelo Rio Potenji e de outro pelo Oceano Atlântico. Por causa desta localização, recebe ventos constantes, condição que lhe concedeu o título, segundo a NASA, de cidade detentora do ar mais puro e renovável do continente. Está localizada no litoral do estado, com uma altitude média de trinta e três metros acima do nivel do mar.

Imagem noturna de uma parte da cidade

Imagem noturna de uma parte da cidade

Educação do Estado

26 de outubro de 2008 por Redação  
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Ensino superior
 A Universidade Federal do Rio Grande do Norte, localizada na cidade de Natal, é o principal centro de ensino universitário e de pesquisa científica do estado. Essa universidade está localizada na capital e por isso recebe um grande fluxo de pessoas, principalmente estudantes.

Também na capital, encontram-se duas unidades do CEFET-RN — Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte — instituição pública federal que, além dos tradicionais cursos técnicos no nível de ensino médio, oferta a educação tecnológica de nível superior; mantendo, ainda, três Unidades de Ensino Descentralizadas (UNED): nas cidades de Mossoró, Currais Novos e Ipanguaçu.

O estado conta também com a UERN e a UFERSA, ambas centradas em Mossoró. Tendo a primeira Campus espalhados por várias cidades do estado. Destaca-se também a Universidade Potiguar (UNP). Universidade particular com vários cursos nas mais diversas áreas. Universidade Potiguar (UnP), Faculdade Católica Nossa Senhora das Neves, FARN, FACEX, Faculdade de Natal — FAL, Câmara Cascudo, FANEC, CDF, União Americana e FACEN são algumas outras facudades particulares do estado.

Em 2006 foi inaugurado o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, com sede na capital potiguar. Tal iniciativa, idealizada pelo Neurocientista Miguel Nicolelis (considerado um dos 20 mais importantes neurocientistas em atividade no mundo), visa descentralizar a pesquisa nacional, atualmente restrita às regiões Sudeste e Sul. No decorrer de 2009 será inaugurado o chamado “Campus do Cérebro” em Macaíba, que contará com um interessante projeto de inclusão social além da parte científica. O Instituto de Neurociências trabalha em forte parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte na geração de conhecimento científico de qualidade, trazendo um importante fator de visibilidade para o Estado.

Agropecuária

26 de outubro de 2008 por Redação  
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A agricultura do estado é a que mais cresce em 2002, apoiada na expansão da fruticultura irrigada e, principalmente, na cana-de-açúcar (produzida nesse mesmo ano em um total de 2.011.241 t). Mandioca, milho, coco e melão são outras culturas de destaque nesse crescimento. A base da agricultura é a cana-de-açúcar, cuja safra cresce 22% em 1999 em relação ao ano anterior. É um dos estados que mais cresce no brasil, (cresce o dobro da média nacional)

A produção de caju, melão, melancia, acerola e manga é quase inteiramente destinada ao exterior, principalmente para a Europa. A fruticultura, beneficiada pelo processo de irrigação, não sofre com a estiagem.

As principais atividades do Rio Grande do Norte concentram-se nas áreas de Agricultura: castanha-de-caju, coco-da-baía, arroz, mandioca (esses últimos em processo de expansão), cultivo de algodão, banana, cana-de-açúcar, feijão, milho, batata-doce, sisal, fumo, abacaxi e mamona; Pecuária: bovina, suínos, avicultura; Pesca/Extração vegetal: Carnaúba e Mineração: sal marinho, calcário, diatomito, estanho, caulim, gás natural, petróleo, tungstênio, feldspato, nióbio.

Petróleo

26 de outubro de 2008 por Redação  
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 estado do Rio Grande do Norte tem como principal atividade econômica a extração e processamento de petróleo, sendo o maior produtor em terra do Brasil um dos principais abastecedores de gás para o Nordeste, tendo no Polo de Guamaré 3 Unidades de Processamento de Gás Natural injetando gás no gasoduto nordestão , aonde também é produzido, Diesel, Biodiesel e Querosene de Aviação - QAV além de outros co-produtos.

Recentemente foi anunciado a instalação de uma Refinaria no estado, fazendo-o despontar na economia da região e nacional. A região de Mossoró é a que tem a maior exploração de petróleo em terra de todo o país.

Rio Grande do Norte

26 de outubro de 2008 por Redação  
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O Rio Grande do Norte é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na Região Nordeste e tem como limites a norte e a leste o Oceano Atlântico, ao sul com a Paraíba e a oeste com o Ceará. É dividido em 167 municípios e ocupa uma área de 52.796,791 km², sendo um pouco maior que a Costa Rica. Sua capital é a cidade de Natal e a sua atual governadora é Wilma de Faria. O Estado apresenta o melhor Índice de Desenvolvimento Humano da região nordeste.[2]

Possui uma população estimada em 3.013.740 habitantes, e as cidades mais populosas são, além da capital,Mossoró, Parnamirim, Assu, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Caicó. O território apresenta um relevo modesto, com mais de 80% de sua área possuindo menos de 300m de altura. Potenji, Moçoró, Apodi, Açu, Piranhas, Trairi, Jundiaí, Jacu, Seridó e Curimataú são os rios principais.

O clima é tropical e sua economia está em franca expansão. Na extração mineral a produção é principalmente de petróleo (maior produtor do país em solo continental) e sal marinho. No setor agropecuário, destaca-se a carcinocultura, a fruticultura irrigada (abacaxi, banana, melão e coco-da-baía, dentre outros) e a tradicional pecuária. Na indústria, são relevantes o parque têxtil e o as instalações de processamento de petróleo e gás natural da Petrobrás em Guamaré.

Em relação a expectativa de vida, o Estado apresenta a segunda maior expectativa de vida do Nordeste.

Embora o maior litoral dentre os estados brasileiros seja o da Bahia, o Rio Grande do Norte é o com maior projeção para o Atlântico, já que se situa em uma região onde o litoral brasileiro faz um ângulo agudo, a chamada “esquina do Brasil”. Foi por esse motivo, que os americanos decidiram estabelecer uma base aérea no estado durante a Segunda Guerra Mundial. Tal base, de tão importante que foi para o sucesso no desembarque na Normândia, foi apelidada na época de “Trampolim da Vitória”, devido ao grande “salto” que ela proporcionou para a frente aliada.