BC: dívida pública cai para 35,7% do PIB

18 de dezembro de 2008 por Redação  
Arquivado em Economia


A dívida líquida do setor público caiu no mês de novembro passado para o equivalente a 35,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor nível desde julho de 1998. Em janeiro deste ano a dívida representava 42% do PIB. Os números foram divulgados no Senado Federal, nesta quinta-feira, pelo Banco Central (BC), antecipando um balanço que é feito sempre em dezembro.

» Confira mais notícias sobre Economia

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fala nesta quinta aos senadores na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sobre a conjuntura econômica e os resultados da política monetária.

A assessoria do BC entregou aos senadores da CAE um documento informando que apesar das intervenções feitas de US$ 53,4 bilhões em moeda estrangeira, de setembro para cá, para elevar a liquidez no mercado, a autoridade monetária só aplicou liquidamente US$ 9,8 bilhões de suas as reservas internacionais. O saldo das reserva do País na posição de 12 de dezembro era de US$ 206,2 bilhões.

Economia: Mantega antecipa anúncio de R$ 3 bi para construção civil

28 de outubro de 2008 por Redação  
Arquivado em Economia


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta terça-feira, em Brasília, que o governo anunciará uma nova linha de financiamento para o setor de construção civil no valor de R$ 3 bilhões. A medida, que será detalhada nesta quarta-feira, servirá para financiar o capital de giro das empresas, a custos mais baixos que os praticados atualmente no mercado.

De acordo com o ministro, que participa do 3º Encontro Nacional da Indústria, o governo está atuando para enfrentar problemas gerados pelo prolongamento da crise financeira mundial e neste momento tem se focado na questão do crédito.

“Temos que superar estes problemas e os mais imediatos são (aqueles referentes) à questão do crédito. Não é para beneficiar o setor financeiro e sim para beneficiar o setor produtivo”, explicou Mantega.

De acordo com ele, nos últimos anos o governo estabeleceu “uma estratégia de desenvolvimento que valoriza investimentos em setores-chave, como construção civil, infra-estrutura, automobilístico e energia alternativa”. Segundo Mantega, este projeto não terá suas diretrizes alteradas por conta da crise.

“Esse é um modelo que veio para ficar. A crise não muda em nada essa diretriz que nós temos”, explicou, ressaltando que a equipe econômica não está disposta a fazer “uma política pacífica”, mas trabalhar ativamente para minimizar os efeitos da crise no Brasil.

“Passado este momento, o mais emergencial é fazer uma política anticíclica”, disse o ministro, explicando que o mecanismo garante que o governo possa poupar recursos em momentos de forte crescimento e utilizar esses recursos em casos de necessidade.

Mantega voltou a explicar que a medida provisória que permitiu ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal a compra de ativos de instituiçõs financeiras não significa que o governo esteja disposto a estatizar bancos.

“Não tem nada a ver com estatização. Queremos resolver problemas emergenciais. Se tem banco privado para resolver, ótimo, se não, tem os bancos públicos. Queremos manter o patamar de crescimento”, concluiu Mantega.