Nordeste tem 77% dos municípios abaixo da linha de pobreza

18 de dezembro de 2008 por Redação  
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Nova ferramenta do IBGE, em parceria com o Bird, mostra que índice é maior que o dobro da média nacional

A distribuição da pobreza no Brasil mostra que 77% dos municípios nordestinos tinham mais da metade de sua população vivendo na pobreza no início desta década, mais que o dobro da média nacional, de 32,6%.

Os dados fazem da nova ferramenta, em DVD, lançada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítisca (IBGE), que permite localizar, em nível de municípios, a incidência de pobreza, a distância média dos pobres em relação à linha de pobreza (hiato) e a desigualdade entre os pobres (severidade ou profundidade da pobreza), entre outros indicadores.

O mapa foi produzido pelo IBGE em parceria com o Banco Mundial e a partir dos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 e do Censo 2000.

Selecionando-se a distribuição dos 1.793 municípios das Grandes Regiões do Brasil onde mais da metade da sua população vive em situação de pobreza, a conclusão é que a região Nordeste concentra 1.377, representando 77% destes municípios. Em contrapartida, a região Sul apresentou a menor proporção de municípios com mais da metade de população pobre: apenas 11 municípios, representando 0,6% do total do Brasil.

De acordo com o mapa, a região Nordeste se caracteriza “pela maior proporção de pobres, pela maior distância média dos pobres em relação à linha de pobreza e onde também a severidade da pobreza era a mais intensa do País”.

“Educação não é mercadoria”, diz especialista

3 de novembro de 2008 por Redação  
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O Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros (Cineb), também chamado de “SPC das Escolas”, é uma lista de inadimplentes criada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) e pela Check Check. O site já esta funcionando e poderá ser acessado por escolas de todo o país. Quem tem filho matriculado em escola particular ou é universitário e, por algum período, ficou devendo à instituição poderá entrar para a lista de devedores.

O estabelecimento de ensino pode negar o ingresso caso consulte o histórico do aluno interessado em se matricular e veja que já houve algum problema de pagamento, como a emissão de um cheque sem fundo.

A professora de psicologia social e educacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ana Bock acredita que estas atitudes reduzam a escola à simples transmissoras de conhecimento quando, na verdade, elas têm um papel fundamental na formação do ser humano social. “Infelizmente cada vez mais as escolas se assemelham às empresas. A educação não deve ser pensada como uma mercadoria, pois não existe um produto a se comprar. Os maiores prejudicados sem duvida nenhuma são os alunos, pois fazem parte desta sociedade. Este é um retrocesso muito grande no processo educacional”, diz a professora.

Segundo Ana Bock, as crianças e adolescentes não têm responsabilidades sobre o não pagamento das mensalidades. A escola deve ter a habilidade de fazer as cobranças sem afetar os estudantes.

“Cobrar o processo educacional é justo e necessário. O que transforma o processo em mercadoria é colocar o interesse financeiro acima do interesse em transmitir conhecimento e formar cidadãos”, afirma a professora.

Ainda de acordo com Ana Bock a escola não pode permitir uma iniciativa que resulte em humilhação e em situações de vergonha para o aluno, não pode fazer parte de um projeto de violência social. A instituição deve buscar meios de cobrança adequados à sua função social.