Bush e Obama almoçam com ex-presidentes dos EUA

18 de dezembro de 2008 por Redação  
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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, almoçará com o presidente eleito, Barack Obama, e com ex-líderes do país como Jimmy Carter, Bill Clinton e George H. W. Bush, informou ontem a Casa Branca. O evento, pouco usual na história recente das transições de poder, foi descrito por um funcionário da Casa Branca como “único - algo que o presidente queria fazer”.

O almoço será realizado em 7 de janeiro, duas semanas antes de Obama assumir o cargo, no dia 20. A iniciativa é mais um dos esforços de Bush para receber bem a próxima administração (apesar da negativa ao pedido de Obama para se mudar logo no início de janeiro para a Blair House, onde são recebidos os convidados do presidente).

O evento deve ter várias anedotas e muitas histórias serão lembradas. A demonstração pública bipartidária de apoio a Obama por todos os presidentes vivos dos EUA também acrescentará mais credibilidade ao futuro presidente com líderes estrangeiros. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

Idéias de Obama são parecidas com as do G20

17 de novembro de 2008 por Redação  
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ficou longe da reunião de cúpula do G20 sobre a economia mundial neste fim de semana, mas, se dela tivesse participado, veria que suas idéias são semelhantes às de muitos dos participantes, que vêem na má regulação a principal culpada pela crise financeira.

O presidente atual, George W. Bush, declarou que a reunião de líderes mundiais em Washington foi um “importante primeiro passo” para reviver a confiança nos mercados.

O grupo dos 20 líderes das principais nações desenvolvidas e em desenvolvimento prometeram medidas para recuperar a economia global e estudos sobre regras mais firmes para prevenir futuras crises.

No entanto, a reunião não fez o debate sobre as grandes questões, como, por exemplo, até onde o mundo está disposto a ir no reordenamento do sistema financeiro estabelecido no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1944, na conferência de Bretton Woods.

Obama, o democrata que substituirá o republicano Bush em 20 de janeiro, optou por não ir ao encontro do G20, argumentando que os Estados Unidos têm um presidente por vez.

A próxima reunião do G20, marcada para abril, quando Obama já estará na Casa Branca, pode ser mais significativa na busca de um novo caminho para o sistema financeiro.

Obama é mais alinhado do que Bush com líderes europeus, que dizem que a crise nos mercados poderia ter sido evitada ou amenizada se houvesse uma melhor supervisão e uma coordenação global sobre o sistema financeiro.

Segundo analistas, as diferenças entre Obama e Bush poderiam haver criado algum constrangimento diplomático na reunião de cúpula, e que essa seria uma das razões para o presidente eleito não ter comparecido.

“Obama estava defendendo durante a campanha essa idéia de falha na regulação como um fator importante para a crise atual”, afirma Morris Goldstein, analista em economia internacional.

“Há uma certa distância entre Obama e os europeus sobre regulação, mas entre Bush e os europeus essa distância é muito maior”, diz Goldstein.

Num discurso em março passado, Obama defendeu uma reforma do sistema financeiro e expressou alguns princípios para uma coordenação global ampliada.

Dois conselheiros de Obama, a ex-secretária de Estado Madeleine Albright e o ex-parlamentar Jim Leach, encontraram-se com líderes estrangeiros durante o período do G20. Num comunicado, eles disseram que Obama estava pronto para trabalhar com o G20 quando instalado na Casa Branca.

FONTE: REUTERS

Obama pode aproximar Brasil e EUA, diz Mangabeira Unger

3 de novembro de 2008 por Redação  
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Na véspera da votação, Obama critica divisão dos EUA 'azul' e 'vermelho' em um dos últimos comício na Flórida

Na véspera da votação, Obama critica divisão dos EUA

O ministro de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Roberto Mangabeira Unger, evita falar sobre suas preferências em relação à disputa pela Casa Branca. Porém, não esconde a admiração que tem pelo ex-aluno de Harvard, o candidato democrata Barack Obama e diz que uma vitória dos democratas pode abrir grandes perspectivas nas relações entre os dois países, inclusive no setor de biocombustíveis.

Independente do candidato que vencer na terça-feira, Mangabeira ressalta que, por conta da crise, os EUA estão passando por um momento de mudança e a eleição tende a acelerá-la. “Imagino que poderemos tentar inaugurar uma série de iniciativas que nos uniriam a serviço de um objetivo generoso, que é a ampliação das oportunidades econômicas e educativas em todas essas áreas, inclusive nos agrocombustíveis”.

Fonte: O estadão.com.br